domingo, 11 de março de 2012

Preconceito

Estava navegando na net e encontrei este texto que muito me chamou a atenção. Fala do preconceito contra o  povo nordestino. 




”(…) Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste! Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país? … Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz? Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo? Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS! E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano. Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2. Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura… Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner… E não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia. Não podemos esquecer de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethania. Ah! Nordestinos… Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo? Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar. Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê! (…) Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos! Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol. Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes. Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O SERTANEJO É, ANTES DE TUDO, UM FORTE!” Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!”

José Barbosa Júnior.

Fonte


Não conheço muito o nordeste, mas, já fui ao sul da Bahia, Recife - PE, Caruaru - PE. 
Amei a Praia da Boa Viajem, a cidade antiga e o mercado São José, em Recife. O artesanato por lá movimenta a economia da capital, o que não encontramos aqui, em nossa região. O folclore também é muito valorizado. 
Nunca compreendi o porque de tanto preconceito para com uma terra linda, pessoas maravilhosas e que faz parte do nosso Brasil.

3 comentários:

  1. Virginia,

    Realmente não dá pra entender o motivo desse preconceito. Aliás, não dá pra entender nenhum outro. Isso é triste demais.

    Lindo esse texto que valoriza esse povo tão bonito e simpático. Além do mais com grandes talentos como relatado acima.

    Linda postagem!

    Beijos

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  2. Devemos demonstrar o nosso repúdio contra qualquer tipo de preconceito. Confesso, me assustei quando comecei a ler o texto ;) O autor foi feliz pois gerou curiosidade para o conteúdo do texto, desenvolvendo e finalizando muito bem. Devemos ressaltar as qualidades do nosso povo e fazer um Brasil democrático, soberano, igualitário e com justiça social. Boa semana! Beijus,

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  3. Preconceito de qualquer forma, é uma atitude descabida, sem nexo, que traz muita tristeza às pessoas e não ajuda a ninguém.

    Parabéns pela postagem

    Tem um desafio para você, caso se interesse, em meu blog. É divertido, podemos nos conhecer melhor. Acredito que vai gostar.

    Abraços,

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O Arte Livre Vimajê fica muito feliz com o seu comentário.
Quando a curiosidade mata um gato. Não me deixe morrer. Muito obrigada pela gentiliza. Abraços.

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