sábado, 16 de abril de 2011

Blogagem Coletiva - Fases da Vida - Infância

Oi, meus amigos, me atrasei para a postagem porque passei uma semana de susto. Minha mãe, passou por um momento difícil de saúde, mas, hoje está tudo bem.
Vou repetir a postagem que fiz fora de hora, sobre a minha neta.

Acabei de fazer um bolo de aniversário para o Nicollas e fui dormir. Desci as escadas e ouvi um gemido, chamei Poliana e comentei que talvez Nicolle (3 meses) quisesse mamar. Poliana me respondeu que ela havia acabado de deixar o peito, mesmo assim, ela não se conteve e foi ver o motivo do gemido, coisas de mãe. Nesse momento, Poliana começou a gritar dizendo que sua filha estava morrendo. Quando Thiago segurou Nicolle ela estava toda mole e ficando roxa. Quando eles saíram de casa, eu entrei em desespero, achei que nunca mais fosse ver a minha neta. Não acreditava que ela conseguisse chegar viva ao hospital. Os médicos disseram que os pais se conformassem, mas eles, não podiam garantir nada, o bebê estava muito mal. 
Nicolle sobreviveu, para mim foi um milagre de Deus.
Hoje com oito anos.

Um dos momentos da infância da minha neta.

Nicolle - foto Vmjf

Deixo aqui um poema de Casimiro de Abreu,
que retrata muito bem este  tema.

Meus oito anos.

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus —
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

 ................................

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

10 comentários:

  1. Olá,
    Já havia comentado no seu post sobre a neta, mas faço-o novamente agora.
    Essa sua percepção fez com que a mãe fosse verificar e aí está a menina com um sorriso no rosto, andando de bicicleta, podendo curtir sua infância, como as crianças merecem.
    Essa é uma história que veio para provar que existe Alguém (com a maiúsculo) que acompanha a nossa vida, que dá inspiração, recados que alguns podem perceber e transformar a vida de alguém.
    Grata pela participação e tenha um ótimo final de semana!
    Obs.: Havia colocado o link do outro post no blog, que você publicou antecipadamente. Isso pode gerar poucas visitas aqui, já que passamos o dia ontem lendo todos. Coloquei o novo link agorinha, ok?

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  2. Virginia,

    Esses netos são a verdadeira razão de passarmos por essas dificuldades da vida. E nesse amor que encontramos forçar pra seguir.
    Você sabe como amo tia Guilhermina, e desejo uma recuperação breve pra ela.
    O meu blog não tem verificação de palavras para os comentários, não sei o que aconteceu.Deve ser algum probleminha do google.
    Você não colocou aquela poesi tão linda.
    Beijos

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  3. Certamente foi um milagre!! E que susto, heim? Se você não estivesse descendo as escadas, não teria ouvido e não é bom pensar no que pudesse ter acontecido!!
    Também postei atrasadinha... rs. mas postei!!
    Boa blogagem! Beijus,

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  4. Lucinha, como já havia postado a poesia, achei melhor não repetí-la. A Gina colocou um link remetendo as pessoas para a primeira postagem. Mamãe está melhorando. Beijos.

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  5. Vou postar a poesia. Vale a pena ler Casimiro de Abreu em "Meus Oito Anos".

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  6. Oi Virginia,
    eu também tinha colocado o outro link de quando vc publicou antecipadamente a 2ªfase, dai as pessoas estarem comentando na outra postagem.
    Mas já está tudo certinho lá na lista de participações e agora todos virão aqui, no post atualizado.
    Gostei muito da poesia.
    Ai saudades, saudades!!
    Beijinhos e até à próxima fase: ADOLESCÊNCIA!
    Mas só no dia 15 MAIO, ok!?
    Não se antecipa desta vez :)
    Rute

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  7. I want you to know I am thinking of you and your beautiful family. Hope... it is a great thing. The beautiful ones we love, we always hope for them.

    Love XOXO

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  8. Rute, fique tranquila, dessa vez não me anteciparei. Beijos.

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  9. Virginia, que post lindooo!!...

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O Arte Livre Vimajê fica muito feliz com o seu comentário.
Quando a curiosidade mata um gato. Não me deixe morrer. Muito obrigada pela gentiliza. Abraços.

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